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Segurança, o X da eleição
A questão da segurança na cidade, como era de se esperar, é um dos principais pontos que polarizam os debates da campanha para as eleições de 1º de outubro em Vitória. Afinal, como a mídia nacional insiste em repetir e os capixabas constatam na rua, trata-se da cidade mais violenta do país em números proporcionais, um prato cheio para quem busca argumentos para apresentar ao eleitorado.
No ano passado Vitória registrou 230 homicídios, sendo 219 de moradores da cidade, um número que poucos poderiam prever até três ou quatro anos atrás. Isso sem contar os seqüestros relâmpagos, furtos e roubos de veículos, tráfico de drogas e até crime organizado.
A responsabilidade pela segurança é da administração estadual, mas alguns candidatosis se valem do problema para criticar a administração municipal. O prefeito Luiz Paulo defende a unificação das polícias e a criação de governos metropolitanos para fazer face ao problema, mas tem que se desdobrar para esclarecer estas propostas ao eleitorado mais simples e convencê-lo de que na verdade a segurança não é responsabilidade da Prefeitura.
Para especialistas, o futuro prefeito, não só de Vitória como das inúmeras outras cidades do país que enfrentam o problema, deverá apoiar seus projetos de segurança em dois pilares: na melhoria da qualidade de vida dos bairros mais violentos e em colaboração com o Governo do Estado para melhorar a eficiência do trabalho da polícia. Especificamente no caso de Vitória, a atenção aos bairros mais pobres se justifica perfeitamente pois o perfil da maioria das pessoas assassinadas no ano passado é de gente pobre, jovem e com passagem pela polícia, como mostram as estatísticas.
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