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ROPE SWING, quase
morri!!!
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Pois
é moçada, o Rope Swing, uma modalidade da escalada onde você
pratica uma queda livre amparado apenas pela corda de escalada,
pode gerar forças incríveis de até 500 kg sobre seu corpo,
ou seja, algo em torno de 6
Gs no meu caso.
A
queda de 60 metros
durou mais ou menos 4 segundos e foi freada por uma corda dinâmica de
10,5 mm de diâmetro e 8% de elasticidade,
estabelecendo o novo
recorde brasileiro, durante
o IV Eco
Esportes Radicais de Paulo Afonso
Como o fator de queda
não é crítico (fator 1, onde a altura da queda é igual ao
comprimento da corda), as condições de segurança dos
equipamentos são satisfatórias, apesar de estar
à metade dos
limites envolvidos. Porém cair estável para distribuir
uniformemente o impacto sobre o
corpo, proporciona vida saudável após o salto.
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As
preparações para o rope swing exigem bastante conhecimento das
técnicas, dos
equipamentos
e de
si mesmo. Concentração e energia
são indispensáveis, pois toda a
ancoragem
tem de estar em perfeita
ordem. A corda não deve estar nem próxima de qualquer obstáculo
em toda sua extensão antes, durante e depois do salto. Os
nós
e
seus
back-ups
devem funcionar em
harmonia
quando solicitados
(se
houver rompimento será no nó), a corda, mesmo nova, deve ser
rasteada
em busca de
imperfeições. O
equipamento
individual tem de
estar muito
bem ajustado
e o nó escolhido deve ser feito de forma
"Zen".
Uma
vez checados todos os itens, é hora de relaxar e se preparar para o
salto. Para mim existe um espaço antes da queda onde é possível
estar totalmente a vontade e confiante para desfrutar a
saída, a
imponderabilidade e a aceleração do inicio do salto. Durante a
queda a preocupação é com a posição da corda abaixo do corpo e
no final da trajetória, o corpo deve estar ligeiramente em pé e
totalmente estável para distribuir uniformemente, o residual de
impacto que a elasticidade da corda não absorveu (algo em torno de
500 quilos). E então é só curtir a beleza do vazio entre as duas
muralhas de granito com a ponte metálica sobre a cabeça, o
rio
São Francisco ao seus pés e o pôr-do-sol no fim do
canion.
Onde
eu quase morri? |
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Ao
atravessar por baixo da estrutura, enquanto levava a corda de um
lado ao outro para fixar a ancoragem, encontrei velhos
amigos, muitos e
muito bravos com a
invasão de privacidade. Marimbondos. Feios, grandes, irados e
famintos, me fizeram abandonar a corda e correr, arriscadamente,
metal abaixo enquanto meus anjos e bruxos
seguravam a onda. Quatro
espetadas destas bestas aladas, podem transformar o mais hard dos
machos numa franga saltitante, acredite.
Resumindo,
não rolou a balada desta noite pois minha mão tinha elefantíase
eu meu pé-abóbora-esquerdo doía a cada passo. Dormi sedado
graças a dois comprimidos gentilmente fornecidos pelo
Sabiá (que
dormiria mais fácil sem minhas lamúrias). |
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Alguns
riscos
que eu chamo de "inerentes ao local", são
difíceis de prever
e podem comprometer seriamente nossas atividades.
Portanto é imprescindível o
acúmulo
e a
transferência de nossas
experiências.
É isso ai, bons
ventos e até a próxima balada, see you!
Ruy Fernandes é
escalador profissional, ministra cursos de resgate e trabalho em
altura e é consultor da equipe ADRENA para atividades que envolvem
cordas e ancoragens especiais.
Para entrar em
contato com o Ruy, clique
aqui!
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