Cidade
capital de Portugal, situada na margem direita do rio Tejo, junto à foz, a 38º 42º
30,5º da lat. N e a 9º de long. O de Greenwich e à alt. entre 6 m. 226m. (Monsanto).
Lisboa
abrange a área de 83,842 Km2, e a sua população residente total é de 663 394 hab.
(censo de 1991). A zona da Grande Lisboa ocupa cerca de 2,750 Km2 e tem 2,1 milhões de
pessoas de várias etnias, com especial destaque para a afro; vários milhares deslocam-se
para a capital, diáriamente, constituíndo uma população flutuante que lhe imprime uma
dinâmica cosmopolita.
O clima
ameno, a proximidade do rio, a abundância de fauna e flora terão contribuído para o
estabelecimento de populações primitivas, existindo vestígios de ocupação humana a
partir do Paleolítico. Fenícios, Gregos e Cartagineses aqui fundaram colónias. A
chegada dos romanos vai engrandecê-la. Às primeiras invasões Bárbaras seguiu-se a
Lisboa moura, desenvolvendo-se num tecido espontâneo e anárquico de ruas, sinuosas e
estreitas.
Cidade
mercantil por muitos cobiçada, foi reconquistada pelos cristãos (1147); conheceu grande
desenvolvimento; tornando-se capital de Portugal em 1256, e reforçando a partir daí a
sua feição de entreposto comercial com o estrangeiro.
No séc
XVI a cidade modifica-se profundamente pelos Descobrimentos que fizeram da Lisboa
Quinhentista uma grande cidade europeia. O terreiro junto ao novo Paço ribeirinho, é o
centro político comercial estreitando a ligação com o Tejo. A malha urbana seiscentista
não difere da medieval. Com D. João V adquire monumentalidade, construindo-se conventos,
igrejas e numerosos palácios e, ainda, a obra de engenharia mais faustosa da Lisboa
Joanina, o Aqueduto das Águas Livres.
Em 1755
um terramoto destruiu 1/3 de Lisboa, dos escombros foi erguida uma nova cidade. A zona da
Baixa oferecendo a um plano urbanístico de quadrícula aberta, vê consagrada dois
antigos terreiros públicos: o do Paço e o do Rossio. O primeiro é corolário da Lisboa
pombalina, porta aberta ao Tejo, uma das mais belas praças do mundo.
Face a
uma expansão mínima na conturbada primeira metade de Oitocentos; a partir dos anos 50 o
desenvolvimento comercial e industrial, determina o crescimento da cidade; invariavelmente
traçado para o interior com a abertura da Avenida da Liberdade (1879) e depois com as
Avenidas Novas; distanciando-se do Tejo. A I República não vai legar grandes
realizações urbanísticas à capital.
O
Estado Novo vai expandir e aformosar arquitectónicamente a cidade, segundo moldes
nacionalistas e monumentais. Surgem novas urbanizações e novos serviços públicos;
modifica-se a zona ocidental com a Exposição do Mundo Português (1940) e, na periferia
da cidade, surgem bairros sociais. A inauguração da Ponte sobre o Tejo vai possibilitar
uma ligação rápida entre as duas margens do rio.
Em
1990, o Plano Director Municipal definiu as bases para a reabilitação urbanística da
cidade. Pretende-se ligar de novo Lisboa ao Tejo, reabilitar o património histórico e,
"dialogar" com os concelhos limitrofes fazendo de Lisboa a capital Atlântica da
Europa.